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Mestres do Catimbó |
Mestres são entidades alegres, brincalhonas que guardam muito do comportamento de vida. Eles trabalham nas seções com simplicidade, conversando com as pessoas na lingua que todos falam deixando todos à vontade. Eles não tem que se parecer pomposos ou importantes e vão sempre deixar todos muito à vontade. Suas cantigas são alegres e suas danças iguais as que todos dançam. Seria muito mais difícil se o Catimbó trouxesse uma doutrina religiosa própria. Na realidade seria até mesmo impróprio ou desnecessário. Trata-se de gente muito simples que aprendeu e passou a vida toda aprendendo so conceitos e ensinamentos católicos estando possivelmente muito acostumados e doutrinados nesta verdadeira fé. Os próprios Mestres que foram seres humanos provavelmente passaram a vida mergulhados nesta fé de maneira que não ha necessidade de substituir esta catequese por novos conceitos para suprir a mesma finalidade, de forma que diferente das religiões afro que impõe uma nova teogonia que tanta confusão causa nas cabeças mais fracas ou humildes que por vezes passam a vida em terreiros se entender de verdade o que fazem ficando a vida toda dependente de outros (o que provavelmente pode ser a finalidade de alguns ). Mestres & Umbanda Pior ainda na Umbanda que pena pela total desordem em função de ser uma prática que facilmente agrega qualquer tendência mística e espírita fazendo uma mistura inexplicável de pratica religiosa e mágica. A Umbanda se comporta como um consumidor curioso em um supermercado que vai passando pelas gondolas e colocando em seu carrinho as novidades e os produtos de embalagem mais bonita. Já o Catimbó, que não tem a pompa das religiões africanas ou a teatralidade das entidades de Umbanda se apresenta com a doutrina Católica fortemente apoiada pelos Santos de devoção e seus Mestres se apresentam com simplicidade. Como estamos fazendo comparações com as religiões e doutrinas africanas é importante observar que os Mestres não trabalham subordinados aos Orixás de umbanda ou das nações Nagô. Diferente dos falangeiros da Umbanda ,que não são os Orixás das nações, (apesar de os Umbandistas mal informados assim os considerarem, seja porque são ignorantes no assunto ou seja porque esta comparação errada lhes é conveniente), que são subordinados a linhas, os Mestres respondem ao Mestre principal da casa. Não tem também a obrigação de pertencer a uma “cabeça” ou “coroa”. Eles podem estar e depois não estar mais. |
Para as pessoas que trabalham no Catimbó e são de nação ou de Umbanda os Mestres vão respeitar os Orixás ou guias devido a energia maior destes, mas não por subordinação. Devemos atentar para o fato de que pela própria característica de os Mestres serem ex-viventes (os chamados Eguns da nação) ele se incorporam nos médiuns com uma energia mais fraca. Os espíritas tem uma classificação para este tipo de incorporação de baixa energia. |