O que é o catimbó
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O que é afinal o CATIMBÓ ?
Mediunidade e incorporação

Sob o ponto de vista espiritualista a incorporação mediúnica pode ser considerada de baixa energia, no sentido de não ser
profunda, mas, não que falte qualidade. Os Mestres são entidades que guardam muito os reflexos, comportamento e personalidade
de sua última vida de forma que os torna muito caracterizados e ligados na caracterização física.

O uso de bebida e fumo é comum e difundido, não existe Catimbó sem isso. Entretanto esta ligação fortemente carnal, faz dos
Mestres entidades muito alegres, naturais e expontâneos, muito diferentes das entidades fortemente, às vezes grotescamente,
teatralizadas da Umbanda.

Não existem Mestres do bem ou do mal. Os Mestres tanto podem trabalhar para o bem como para o mal, diferente a Umbanda que
especializa as entidades. Os feitiços do Catimbó são mais temidos do que a Quimbanda, mas, não quero aqui iniciar uma polêmica,
porque isso é de importância menor. A magia negra é uma corrruptela da magia e pode ser praticado por qualquer um. Não existe
necessidade de se estar na Umbanda ou no Catimbó para se fazer magia negra. Ela existe desde o início dos tempos e está
associada a índole de quem a faz. Assim dependo da orientação da casa e do medium os mestres poderão trabalhar para o mal,
para a reparação, para a vingança ou para a justiça, como se queira denotar. Quem faz o mal precisa apenas de um motivo ou
justificativa qualquer. Mas os Mestres são pau para toda a obra.

Eventualmente a presença no Catimbó de ex-Umbandistas vai trazer com estes as suas entidades de Umbanda que irão trabalhar
dentro do Catimbó, mas, isso não faz do Catimbó uma Umbanda, como também não se vai impedir que entidades de Umbanda que
já pertençam aos médiuns trabalhem nas rodas de Catimbó. O Catimbó existe sem a Umbanda apesar de como estas ir se
incorporando, eventualmente, de entidades e práticas.

É importante compreender que diferente da Umbanda e do Candomblé os Mestres não respondem a Orixás ou falangeiros. A Jurema
tem sua própria hierarquia e Mestres respeitam outros Mestres maiores e mais fortes.

Considerar Catimbó uma Umbanda é dar uma conotação preconceituosa, como se tudo o que fosse espiritita fosse Umbanda ou
tudo o que envolvesse negros e mulatos ou então gente simples fosse macumba ou afro-brasileiro.

Dito isto, reafirmo, Catimbó não é Umbanda! Os Umbandistas que fiquem com ela. Também não tem nada haver com o Candomblé.
Nunca foi ou será Kardecista.
Catimbó é Catimbó!

Finalmente não existe padrão para o Catimbó. Cada um tem o seu.