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Resenhas |
Orun - Aye - Finalmente o encontro com a Religião Finalmente a religião do Cadomblé é abordada como um todo e não somente através do seus caminhos, que são os Orixás. Este livro de Beniste trata dos princípios religiosos, dos dogmas, da teogonia e até mesmo um pouco (do panteísmo) do Candomblé. Este livro nos faz vê como é a religião e resgata o sentido monoteísta da religião, sentido este que está sendo esquecido porque os atuais sacerdote se ocupam muito dos caminhos e dos resultados, bem o sentido do Deus maior é ultrapassado pelo Deus Judaico-cristão, em detrimento a moral, a ética e o princípio de vida que norteia a religião Nago. Outro ponto interessante, mas pouco explorado é a classificação entre os Orixás divindades (sempre deuses) e as entidades (homens que foram endeusados). A abordagem é esclarecedora, intrigante, mas ele não foi ao fundo do poço (acho que iria arrumar muita confusão no meio). Assim que me perdoem outros bons escritores, mas o Beniste está fazendo uma grande serviço ao Candomble ao dar oportunidade de que através de seus livros que as pessoas, sejam seguidores, sacerdotes ou interessados possam conhecer o que é o Candomblé. Não existe quebra de segredos, não existe fundamentos de liturgias. Existe esclarecimento sobre o que é a religião. Como citei as pessoas tem se focado muito no caminho dos Orixás para falar da religião e se focam somente nisso e nos itans. É claro que são importantes, mas, não são tudo. Falta uma pouco de humildade para que todos entendam que, sempre há o que aprender e que não é nenhuma vergonha alguém saber mais ou saber diferente. O ego, a soberba, a vaidade e a desunião tem destruído a religião. As pessoas não se ajudam e não aprendem mais. Este livro mostra porque o Candomblé é uma religião. Religião fina e sofisticada com sua liturgia rezada e cantada em Yoruba (como o catolicismo já foi rezado em Latin...). Candomblé tem origem, dogmas próprios, práticas próprias, se manifesta através de doutrina, crença e rituais próprios e conta com um panteão próprio, sendo uma religião panteísta, mas não politeísta. Enfim, leiam o livro. |